Quarta-feira, Novembro 09, 2011
Segunda-feira, Março 29, 2010
A todos os que por aqui passaram, obrigada.
Valetado por: Catarina Soutinho às 17:01 0 Valetas Extra
Sábado, Fevereiro 13, 2010
Amnistia aos delitos do coração
Valetado por: Catarina Soutinho às 10:59 1 Valetas Extra
Comuns efeméride
Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010
Für Alina, Arvo Pärt
"Tenho de me concentrar em cada som, de modo que cada lâmina de erva, seja tão importante como uma flor." Arvo PärtNeste vídeo, de onde tirei a citação acima, Arvo Pärt "traduz" a música Für Alina. É uma das músicas que completa o álbum Alina, onde se pode encontrar uma das músicas mais importantes da minha vida: "Spiegel im Spiegel". Uns sons que considero o mais aproximado a poéticos pingos de chuva. Também Für Alina, é uma poesia, uma flor a abrir-se, uma espécie de "andar solitário por entre a gente".
Valetado por: Catarina Soutinho às 22:37 0 Valetas Extra
Comuns Arvo Pärt
Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010
It Don't Mean A Thing
Ella Fitzgerald & Duke Ellington
"It don't mean a thing, if it ain't got that swing
(doo-ah, doo-ah, doo-ah, doo-ah, doo-ah, doo-ah,
doo-ah, doo-ah, doo-ah)
It don't mean a thing all you got to do is sing
(doo-ah, doo-ah, doo-ah, doo-ah, doo-ah, doo-ah,
doo-ah, doo-ah, doo-ah)
It makes no difference
If it's sweet or hot
Just give that rhythm
Everything you've got
Valetado por: Catarina Soutinho às 22:02 0 Valetas Extra
Comuns Duke Ellington, Ella Fitzgerald, música
Quinta-feira, Janeiro 28, 2010
Benjamin Zander
Este senhor esteve hoje na Casa da Música, para a primeira edição da Leadership Grand Conference. Com uma plateia de luxo, consta-se que fez um brilharete.
Benjamin Zander é o maestro da Orquestra Filarmónica de Boston, mas é também um brilhante entertainer, apaixonante o suficiente para que os bilhetes para assistir a esta conferência custassem a módica quantia de 350 euros. Não é para qualquer um!
Para verem o que perdemos aqui fica a conferência que ele deu no TED.
Valetado por: Catarina Soutinho às 20:32 0 Valetas Extra
Quarta-feira, Janeiro 27, 2010
Paula Rego, no The Guardian
Artists Paula Rego, Tracey Emin and Matt Collishaw talk about how showing at London's Foundling Museum opened themes that are painfully close to home.
A reportagem pode ser vista aqui, no The Guardian, e é de gastar 5 minutos a ver.
Valetado por: Catarina Soutinho às 23:36 1 Valetas Extra
Sexta-feira, Janeiro 22, 2010
Charlotte Gainsbourg: IRM

Charlotte Gainsbourg: IRM
"Most of all, they're in the fragmentary echoes of her father's music: songs she may never surpass, but gracefully, admirably, strives to live up to."
Valetado por: Catarina Soutinho às 12:17 0 Valetas Extra
Terça-feira, Janeiro 12, 2010
"Love theme" por Badalamenti
A música do genérico do Twin Peaks é talvez a música mais conhecida de todas as séries feitas até à data. Recorde-se que a série é de David Linch que, na década de 90, se dirigiu a Angelo Badalamenti e lhe pediu a música para Laura Palmer.Valetado por: Catarina Soutinho às 21:23 1 Valetas Extra
Terça-feira, Janeiro 05, 2010
"O direito ao **da-se"
Desde as bases ancestrais do Valeta Comum que "namoro" este texto, cuja autoria é atribuida a Millôr Fernandes. É provável que muitos dos que passam aqui já o tenha lido algures no ciberespaço.
Não o partilhei antes porque tenho sempre algumas reservas em usar palavrões como subtitutos de argumentos melhores para transmitir seja lá aquilo que for. E não se trata de qualquer tipo de snobismo ou outro ismo qualquer, até porque um palavrão pode funcionar melhor que um Alka Seltzer. A verdade, é que não tenho o síndrome "escritora contemporânea linha Cascais" em que diálogos se não são resolvidos com o recurso à bela arte de praguejar, então **da-se!
Aqui vai o belíssimo texto de Millôr Fernandes, o qual, sinceramente, gostava de ter sido eu a escrever.
O direito ao Foda-se por Millôr Fernandes
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de
"foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do
"foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?!
- então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! -
então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na
Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente
válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem
com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a
fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará
plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor
a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o
infinito, é quase uma expressão matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó
caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó
caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó
caralho!
Entendes? No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e
não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem
pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o
assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de
maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te
pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta
logo um definitivo: "Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te
fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial
encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas
a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na
sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!",
falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia
irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem
a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores
de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o
bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do
suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai levar
no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua
auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo
nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação,
mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Conheces definição mais exacta,
pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação? Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu
autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim
como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma
sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!" Ou
quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego
não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa
qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em
pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem
que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
(Adaptado de Foda-se, Millôr Fernandes)
Valetado por: Catarina Soutinho às 00:38 5 Valetas Extra

